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Gatos também sofrem de estresse

janeiro 12, 2011

Gatos são conhecidos por sua personalidade dramática e por conta disto, sinais de doenças como vomitar pelos ou não usar a caixinha de areia podem não ser levados muito a sério por seus donos. Mas esta atitude pode ser arriscada. Estudo da Universidade de Ohio mostrou que até mesmo os gatos mais saudáveis sofrem quando têm sua rotina alterada. Isto quer dizer que assim como humanos e outros mamíferos, os felinos podem adoecer por causa do estresse.

O estudo publicado no periódico científico da Associação Americana de Veterinária Médica acompanhou por 77 semanas 12 gatos saudáveis e 20 gatos com cistite crônica, incluindo aqueles em risco de serem sacrificados por conta da doença. Gatos com cistite sentem dor na bexiga e por conta disso, muitas vezes urinam em locais inadequados. Judi Stella, uma doutoranda em medicina veterinária preventiva, ficou responsável pelo cuidado da colônia de gatos. Judi passou os meses seguintes criando um padrão de horários de alimentação, limpeza da jaula e caixa de areia e brincadeiras.

Depois deste período, Judi foi substituída por outros tratadores, que mudavam constantemente o horário de alimentação, padrão de limpeza e brincadeiras por mais 77 semanas e os animais sentiram a diferença, vomitando, comendo menos e urinando e defecando fora da caixa de areia.

Os pesquisadores identificaram que a quebra na rotina afetou de maneira quase igual gatos saudáveis e doentes. Em gatos sadios, os sintomas de estresse foram responsáveis por 88% dos problemas de saúde no período, e nos gatos com cistite, a porcentagem foi de 78%. “Também aumentaram o medo, nervosismo e agressividade defensiva nos gatos estudados”, disse ao iG Tony Buffington, autor do estudo.

A veterinária Luciana Deschamps, da clínica Senhor Gato, em São Paulo, também defende que os animais precisam de uma rotina. Ela conta o caso de uma gata que quase morreu após seu dono falecer. “Qualquer gato que seja submetido a uma alteração de rotina pode adoecer e morrer”, disse. A gata, depois de ser abrigada na clínica, foi morar na casa de Luciana. “Ela não queria comer, estava deprimida, vi que não tinha jeito e trouxe para casa. Gato precisa de aconchego, sentir o cheiro da comida sendo preparada na casa, dos horários da casa”, disse.

A veterinária afirma que gatos que são deixados na clínica enquanto seus donos viajam, ou não os querem mais, começam a apresentar sintomas após um mês. “Depois disso, no segundo mês, a resistência vai lá para baixo e eles passam a apresentar problemas ainda mais sérios como hiporexia [diminuição do apetite] e quedas de pelo”, disse.

O mesmo acontece com um gato que não para em nenhum lugar. “Gatos que mudam de casa a todo o tempo, que não têm rotinas estabelecidas, também apresentam os mesmo problemas”, disse Tony Buffington.

Vi no iG

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